Celso Furtado, um dos maiores economistas brasileiros, analisou o desemprego como uma consequência das desigualdades estruturais do Brasil. Ele identificou o modelo econômico brasileiro, marcado pela industrialização desigual e concentrada em regiões específicas, como um dos fatores que perpetuam o desemprego estrutural e o subdesenvolvimento.
Em seu pensamento, Furtado destacou que o crescimento econômico, sem inclusão social, cria ilhas de prosperidade cercadas por um vasto oceano de pobreza. Além disso, a modernização econômica, muitas vezes impulsionada pela tecnologia, acaba por eliminar empregos tradicionais, agravando o desemprego.
O autor também abordou a importância de uma revolução educacional e de políticas públicas que priorizem o desenvolvimento inclusivo, visando reduzir as disparidades regionais e sociais no Brasil.
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